No mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), as empresas precisam estar cada vez mais atentas ao gerenciamento de seus riscos corporativos.

O aumento da complexidade nas cadeias de suprimento, a crescente volatilidade dos mercados, as ameaças à segurança cibernética e a incerteza política são apenas alguns exemplos do que as organizações estão expostas hoje em dia.

E foi sobre isso que Priscila Miguel, Coordenadora do FGVCELog (FGV-SP), falou no ME B2B Summit 2019.

Se você foi ao evento e assistiu à palestra, leia e relembre. E se você não teve a chance de ir, confira agora os principais insights.

 

O que é a gestão de riscos?

Gestão de riscos é uma série de atividades direcionadas, que tem como objetivo gerenciar e controlar uma empresa em relação a potenciais ameaças, independentemente de suas origens. Isso abrange, desde planejamento e uso dos recursos humanos, até os materiais adquiridos para precaver ou tratar um risco.

É um método de gestão para atuar de forma preventiva, se antecipando aos possíveis problemas e atuando antes mesmo de eles acontecerem. Entretanto, existe também a possibilidade de um risco que ainda não foi mapeado se manifestar.

Neste caso, entra em cena outra maneira de atuação, o método prescritivo.

 

O método prescritivo

O método prescritivo busca estimular a companhia a ter um comportamento dinâmico, visando uma ação reativa perante o acontecimento.

Para que isso aconteça, é necessário ter um sistema de controle de todos os números e causas relevantes que englobam a organização.

A ideia final por trás de tudo isso é a melhoria contínua dos processos da empresa, a fim de potencializar os negócios.

 

4 etapas para uma gestão de riscos eficiente

Para que um bom planejamento seja feito, existem 4 etapas fundamentais. São elas:

1- Identificar

Para mapear os riscos, é necessário conhecer toda a empresa. É preciso entender as fragilidades e as vulnerabilidades do negócio. Saber em qual estágio a companhia se encontra, se está em amadurecimento, em fase de crescimento, expansão ou consolidação. Após estabelecer estes pontos, fica mais fácil identificar, entender e analisar os riscos.

2- Avaliar o Risco

Após mapear os riscos, chegou a hora de ouvir os gestores da companhia para entender os processos e as atividades de cada setor. Por meio da análise qualitativa, é possível definir o nível de importância de cada risco, bem como a probabilidade de concretização. Já por meio da análise quantitativa, você consegue investigar, fazendo uso de dados e números, quais os potenciais impactos e efeitos que as ameaças identificadas podem causar para a empresa.

3- Mitigar o risco

Este é o momento de enumerar os riscos por ordem de importância, a fim de desenvolver uma escala de priorização. A ideia é que ela seja criada do maior impacto e probabilidade, até o menor. Em seguida, deve-se criar um planejamento para acompanhar e eliminar as ameaças. Os métodos definidos para a solução dos problemas devem ser específicos e baseados em fatos.

4- Responder ao risco

Chegamos à última etapa. Neste momento, é necessário acompanhar se os processos de prevenção estão sendo feitos, além de analisar como os riscos estão se comportando. Existem diversas ferramentas que podem auxiliar nesta ação, gerando controles sistematizados, relatórios, indicadores de desempenho, mecanismos de gerenciamento etc.

 

Como lidar com o risco e ser mais resiliente?

  • Precisamos ter visibilidade do que pode acontecer;
  • Precisamos ser ágeis na tomada de decisões e nas ações;
  • Precisamos ser flexíveis e operar com redundância;
  • Precisamos colaborar.

Vejam a explicação de Priscila:

Bom, agora que você já descobriu o que é a gestão de riscos e o tamanho de sua importância, que tal começar?

Geralmente, as empresas possuem departamentos específicos responsáveis por fazer o gerenciamento. Eles têm como missão mapear as ameaças e desenvolver estratégias de prevenção, além de colocar em prática e incentivar todos os colaboradores para que tudo aconteça conforme o planejado.

 

Sobre Priscila Miguel

Graduada em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (1995), possui mestrado e doutorado em Administração de Empresas pela EAESP, Fundação Getúlio Vargas. Coordenadora do Centro de Excelência em Logística e Supply Chain (FGV-CELog) da Fundação Getulio Vargas – SP e coordenadora da linha de pesquisa de Gestão Estratégica em Supply Chain do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade da EAESP-FGV.

 

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