{"id":16121,"date":"2022-04-26T07:44:14","date_gmt":"2022-04-26T10:44:14","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.me.com.br\/?p=16121"},"modified":"2022-05-12T08:04:07","modified_gmt":"2022-05-12T11:04:07","slug":"como-a-crise-na-ucrania-esta-impactando-o-supply-chain","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.me.com.br\/pt\/como-a-crise-na-ucrania-esta-impactando-o-supply-chain\/","title":{"rendered":"Como a crise na Ucr\u00e2nia est\u00e1 impactando o supply chain?"},"content":{"rendered":"<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-16122\" src=\"http:\/\/blog.me.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/crise-ucrania-supply-chain.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>A pandemia de covid-19 n\u00e3o foi a primeira disrup\u00e7\u00e3o da cadeia de suprimentos, e a recente crise entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia deixa claro que tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima.<\/p>\n<p>Cada fato no mundo, at\u00e9 mesmo o que parece mais banal, como o encalhamento do navio Ever Given, no Canal de Suez, pode causar consequ\u00eancias para o supply chain e todo o com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>No post de hoje, contamos como os \u00faltimos conflitos est\u00e3o interferindo no abastecimento das mercadorias e damos alguns ant\u00eddotos para tentar contornar os tempos de crise.<\/p>\n<p>Continue a leitura!<\/p>\n<h2><strong>Amea\u00e7a \u00e0s cadeias de suprimentos e economias globais<\/strong><\/h2>\n<p>A invas\u00e3o russa na Ucr\u00e2nia \u2013 maior ataque a um estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial \u2013 e os bloqueios contra o v\u00edrus da covid-19 na China s\u00e3o as atuais amea\u00e7as \u00e0s cadeias de suprimentos e economias globais.<\/p>\n<p>A R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia s\u00e3o grandes exportadores de gr\u00e3os, como milho, cevada e trigo. Tamb\u00e9m s\u00e3o importantes fornecedoras de fertilizantes e de commodities, como alum\u00ednio, a\u00e7o e platina.<\/p>\n<p>De acordo com a <a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/edwardsegal\/2022\/04\/02\/supply-chain-crisis-worsens-as-russias-war-against-ukraine-continues\/?sh=1e77d2cb6e49\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Forbes<\/a>, somente os Estados Unidos e Europa t\u00eam cerca de 300.000 fornecedores russos e ucranianos, e os impactos da guerra ser\u00e3o sentidos tamb\u00e9m nos pa\u00edses que possuem neg\u00f3cios interconectados.<\/p>\n<p>As tens\u00f5es entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, o conflito comercial entre China e EUA e a press\u00e3o cont\u00ednua nas cadeias de suprimentos v\u00e3o causar desiquil\u00edbrio entre oferta e demanda, aumento da infla\u00e7\u00e3o e estagna\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>No mundo todo, a tend\u00eancia \u00e9 o forte aumento nos pre\u00e7os dos alimentos e da energia. O petr\u00f3leo, que j\u00e1 subiu 20% desde o in\u00edcio da guerra, est\u00e1 impactando mais os pre\u00e7os do que o abastecimento das mercadorias.<\/p>\n<h3><strong>O mundo BANI exige um mindset antifr\u00e1gil<\/strong><\/h3>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/blog.me.com.br\/pt\/cenarios-incertos-ajustando-a-area-de-compras-em-tempo-real\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cen\u00e1rios incertos<\/a> est\u00e3o cada vez mais crescentes no supply chain, exigindo das empresas o monitoramento cont\u00ednuo e em tempo real das cadeias de suprimentos.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um momento para colocar \u00e0 prova os ensinamentos do autor l\u00edbano-americano, Nassim Taleb, e ser antifr\u00e1gil. Ou seja, tentar encontrar maneiras de se beneficiar com o caos, se fortalecer atrav\u00e9s da volatilidade e das incertezas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blog.me.com.br\/pt\/a-importancia-da-aprendizagem-nas-organizacoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em um post aqui no blog<\/a>, j\u00e1 explicamos a diferen\u00e7a entre ser resiliente e ser antifr\u00e1gil, e como esta a atitude tem tudo a ver com o <a href=\"https:\/\/blog.me.com.br\/pt\/o-que-e-o-mundo-bani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mundo BANI<\/a> que vivemos hoje: fr\u00e1gil (brittle), ansioso (anxious), n\u00e3o-linear (nonlinear) e incompreens\u00edvel (incomprehensible).<\/p>\n<h3><strong>\u00c9 hora de repensar as estrat\u00e9gias<\/strong><\/h3>\n<p>Um artigo do <a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/articles\/how-sanctions-on-russia-war-in-ukraine-and-covid-in-china-are-transforming-global-supply-chains-11648267248\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Wall Street Journal<\/a> destaca que os desastres naturais e a capacidade de produ\u00e7\u00e3o e transporte, que foram fortemente impactados pela invas\u00e3o russa na Ucr\u00e2nia, v\u00e3o piorar ainda mais os problemas com as cadeias de suprimentos globalizadas.<\/p>\n<p>Esses fatores est\u00e3o transformando a forma de atua\u00e7\u00e3o do supply chain como um todo. Agora, para continuar com suas opera\u00e7\u00f5es, empresas est\u00e3o repensando suas estrat\u00e9gias de compras.<\/p>\n<p>Dentre elas, o <em>just in case<\/em>, que considera trabalhar com estoques intermedi\u00e1rios e de seguran\u00e7a para evitar colapsos, o uso de tecnologias 4.0 (como Big Data, Analytics e Intelig\u00eancia Artificial), a diversifica\u00e7\u00e3o da base de fornecedores e o <em>reshoring<\/em>, que consiste em trazer as opera\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios para dentro de casa.<\/p>\n<h3><strong>Empresa adotam novos modelos de fornecimento: de global para local<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m dos exemplos j\u00e1 citados acima, h\u00e1 tamb\u00e9m um amplo esfor\u00e7o para descobrir como tornar as cadeias de suprimentos mais robustas. Empresas est\u00e3o adicionando mais f\u00e1bricas, fornecedores e fontes de materiais.<\/p>\n<p>Recentemente, a Michelin anunciou que poderia fechar algumas f\u00e1bricas na Europa devido os problemas de log\u00edstica criados pela guerra russa-ucraniana.<\/p>\n<p>A Volkswagen e a BMW est\u00e3o fechando linhas de montagem na Alemanha, devido \u00e0 escassez de fabricados na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que, a partir desses acontecimentos mais recentes, os riscos associados a fornecedores internacionais ser\u00e3o considerados muito mais relevantes que antes.<\/p>\n<p>Em outras palavras, as empresas v\u00e3o preferir pagar mais caro na compra local a correr riscos de desabastecimento.<\/p>\n<p>Para que consigam sobreviver e prosperar, governos ter\u00e3o que ser cada vez mais envolvidos. Os EUA, por exemplo, est\u00e3o investindo em portos, aeroportos e outras infraestruturas locais.<\/p>\n<p>Mas at\u00e9 que os investimentos em infraestrutura nas regi\u00f5es aconte\u00e7am, as empresas devem buscar estrat\u00e9gias para serem mais resilientes aos riscos.<\/p>\n<p>No supply chain, a \u00fanica certeza \u00e9 que os desafios para as cadeias de suprimentos globais continuar\u00e3o aumentando no futuro. Essa \u00e9 a li\u00e7\u00e3o que vem sendo aprendida nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/content.mercadoe.com\/pt-br\/newsletter-do-mercado-eletronico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inscreva-se na newsletter<\/a> do Mercado Eletr\u00f4nico para receber este e outros conte\u00fados na sua caixa de entrada.<\/p>\n<p>At\u00e9 a pr\u00f3xima!","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de covid-19 n\u00e3o foi a primeira disrup\u00e7\u00e3o da cadeia de suprimentos, e a recente crise entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia deixa claro que tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima. 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