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Os insights representam boa parte dos custos de produção das empresa. Assim, manter uma relação saudável e de longo prazo com melhores fornecedores é essencial para o sucesso do negócio. A título de curiosidade, na construção civil, as despesas com insights representam cerca de 44% do chamado Custo Unitário Básico da Construção, o que reforça ao setor a importância de encontrar os melhores fornecedores e desenvolver uma gestão de compras verdadeiramente eficiente.

Segundo especialistas, uma das principais falhas das empresas é não promover um alinhamento institucional com os seus provedores de materiais, equipamentos e serviços, um gap de comunicação que pode comprometer o fluxo produtivo da organização. Outro problema apontado é atentar-se apenas em questões superficiais, como preço e prazo.

Para que não cometa os mesmos erros dos seus concorrentes, listamos abaixo 7 passos para encontrar os melhores fornecedores. Saiba como geri-los no seu cotidiano, revolucionando a gestão de abastecimentos na sua empresa. Continue a ler!

1. Faça uma pesquisa de mercado aprofundada antes de inserir cada fornecedor no seu banco de dados

Eficiência nos processos de requisição, redução nos prazos de entrega, preços adequados, transparência, etc.: ter uma gestão de excelência da cadeia de abastecimentos passa por desenvolver critérios rígidos para encontrar os melhores fornecedores, o que significa implementar metodologias modernas e analíticas e sistemas da informação que auxiliem no processo de seleção destes stakeholders.

Dessa forma, pesquise por referências, avalie os depoimentos de outros clientes e, principalmente, não abra mão de recursos tecnológicos para automatizar e reduzir o tempo gasto no processo de análise de fornecedores. Já existem, aliás, sistemas de inteligência operacional voltados para a área de abastecimentos, capazes de realizar a homologação, a avaliação e o estudo dos melhores fornecedores do mercado.

Utilizando algoritmos matemáticos e cruzando montanhas de dados automaticamente, uma solução de inteligência operacional ligada à área de abastecimentos consegue verificar se a empresa a ser contratada possui toda a documentação necessária, produtos e bom histórico no mercado para prever possíveis dificuldades e monitorizar a qualidade de forma imediata. Este é um detalhe que faz toda a diferença na adição de agilidade nos processos de compra e follow-up, na manutenção dos níveis de stock e na redução de custos operacionais.

2. Promova o alinhamento institucional com os seus fornecedores

A crescente implementação de estratégias como Supply Chain Management (SCM) na gestão de relacionamento de empresas com fornecedores sinaliza que as organizações já perceberam a clara interdependência entre todos os membros da cadeia produtiva no sucesso mútuo. Por isso, o isolamento, que era característico das antigas relações entre setor de compras e provedores de produtos, tem sido substituído pelo estímulo de relações de longo prazo, aproximação entre stakeholders e até reuniões conjuntas de alinhamento institucional, com o objetivo de harmonizar processos para que o fornecedor consiga vender mais e a empresa não sofra rutura de stock por flutuações inesperadas na procura.

Vale lembrar que, em muitas organizações, existem até mesmo sistemas integrados a fabricantes, a fim de fornecer informações de abastecimentos aos fornecedores e automatizar processos de compra. Condições como prazos de entrega e modais disponíveis são outras questões que podem ser alinhadas e até disponibilizadas para visualização em sistemas específicos.

O que não é recomendado, de forma alguma, é deixar-se levar pela “tentação do preço mais baixo”, o que motiva alguns gestores da área de compras a encherem a sua base ativa de fornecedores, estabelecendo uma relação transitória e rotativa com múltiplas empresas, sempre tendo por base apenas o preço. Isso impossibilita a criação de vínculos, retira a força de negociação no processo de aquisições e coloca a qualidade em segundo plano. Não basta ter bons fornecedores, é preciso ter uma boa gestão de relacionamento com as fontes de fornecimento.

3. Verifique o tempo de mercado e o porte do fornecedor

Know-how e capacidade produtiva são duas questões de extrema importância no momento de encontrar os melhores fornecedores. Isso porque não são raros os casos em que fabricantes assinam contratos de abastecimentos de insights muito além de sua capacidade de entrega. Mais adiante, isto pode resultar em atrasos, entregas parciais e, evidentemente, baixas de stock.

Por isso, dê preferência a fornecedores com experiência no abastecimento de matérias-primas/equipamentos em volume compatível com as necessidades da sua empresa. Vale a pena, inclusivé, fazer uma espécie de benchmarking, pesquisando quais são os fornecedores da concorrência.

4. O cumprimento de prazos depende também da sua empresa

Agilidade e flexibilidade são essenciais para que a sua empresa tenha sempre os melhores produtos, com custo de produção mais baixo e sempre disponíveis no mercado. Para isso, todos os membros de sua cadeia produtiva precisam de estar em sintonia, com especial atenção aos fornecedores.

Mas não basta apenas depender do fornecedor: a empresa precisa de dispor de sistemas inteligentes para calcular eletronicamente indicadores fundamentais ao setor de compras, tais como Ponto de Pedido, Lote Econômico de Compra e Stock Mínimo. Se a sua organização tiver uma boa capacidade de antever flutuações sazonais na procura, é possível disparar ordens de aquisição com antecedência e evitar depender inteiramente da eficiência do fornecedor. Perceba que o cumprimento de prazos depende da excelência do fornecedor, mas também da existência, na sua empresa, de mecanismos de gestão de stock.

5. Utilize o e-sourcing

O chamado e-sourcing é uma abordagem muito usada nas áreas de compras e abastecimentos. O método consiste na análise profunda do custo total de aquisição de todos os produtos e serviços utilizados no ciclo produtivo, mapeando as suas especificações, níveis de serviço e situação de mercado de fornecedores. Além disso, possibilita a incorporação de variáveis como necessidades dos clientes e objetivos organizacionais. Todo esse trabalho é feito com o intuito de encontrar o insight exato para cada produto, maximizando os lucros sem perder qualidade.

A utilização dessa estratégia é fundamental para potencializar a parceria com os seus stakeholders, mas ter um sistema de gestão de relacionamento com fornecedores e uma solução de e-procurement é crucial para a sua implementação.

6. Não dependa de um único fornecedor

Estimular relações de longo prazo com os seus fornecedores não quer dizer que deva restringir o seu banco de dados a apenas uma fonte de fornecimento. Por melhor que o seu fornecedor de produtos e serviços seja, incidentes acontecem e se não tiver um plano B (C,D, E…), certamente terá problemas na sua linha de produção.

7. Preste atenção à qualidade dos produtos adquiridos

Prazo, preço e qualidade excelentes são os itens que compõem a “tríplice coroa” de um bom fornecedor e são essas variáveis que devem nortear o processo de escolha da empresa que vai fornecer as suas necessidades produtivas ou de serviço. Entretanto, é importante destacar que, destes, a qualidade deve ser o primeiro critério a ser analisado.

Vivemos hoje numa era digital e onde as informações se propagam facilmente. Os consumidores finais também estão altamente exigentes e utilizar insights de baixa qualidade pode afetar seriamente o seu produto final e a imagem da sua empresa.

Agora já conhece todos os passos para promover uma boa gestão e encontrar as melhores fontes de fornecimento para a sua empresa. Não deixe de partilhar também nos comentários a sua experiência com a seleção de fornecedores. E até ao próximo post!