negócios disruptivos dependem de inovação

Pequenas e médias empresas apostam em nichos para revolucionar o mercado tradicional usando a disrupção a seu favor

Em um mundo de gigantes, ser pequeno tem suas vantagens. Mais ágeis do que muitas companhias que dominam os grandes segmentos, as pequenas e médias empresas estão se movendo mais rápido e, por isso, estão cada vez mais hábeis em identificar oportunidades nos nichos.

Como na fábula recontada por La Fontaine, onde a tartaruga desbanca a lebre espertalhona, as pequenas empresas usam o tamanho a seu favor para apostar em áreas nunca antes exploradas pelas grandes. Essa qualidade faz com que elas atendam necessidades não valorizadas pelos grandes negócios e faturem alto ao saciar desejos até então inexistentes.

É claro que isso não significa que as grandes companhias não são capazes de lidar com suas contas. O fato é que as pequenas estão tendo cada vez mais poder de persuasão ao imprimir seu toque pessoal para conhecer os clientes em um nível mais profundo.

O que são negócios disruptivos?

Disruptivas (saiba mais sobre o assunto nesse artigo da Harvard Business Review), pois mudam o curso natural dos processos estabelecidos pelos grandes, as pequenas empresas estão reconhecendo o valor de gerenciar relacionamentos, além de que, um pequeno porte permite maior adaptação e flexibilidade aos ajustes.

O termo surgiu no artigo de Clayton Christensen, professor de Harvard que se inspirou no conceito do economista austríaco Joseph Schumpeter (1883-1950) para explicar os ciclos dos negócios. Para o economista, o processo de “destruição criativa”, que deu origem à palavra disrupção, descreve a inovação gerada pela criação de novos produtos e serviços que substituem empresas e antigos modelos de negócios.

“Disrupção é correr riscos, confiar na intuição, rejeitar a forma como as coisas devem ser. A disrupção vai além da propaganda, ela força você a pensar sobre onde você quer que a sua marca chegue e como você vai fazer para ela chegar lá.” Palavras de Richard Branson, fundador da Virgin, grupo com negócios disruptivos que vão da música aos biocombustíveis até viagens espaciais.

É importante lembrar que grandes grupos como Uber, Airbnb e Facebook, titãs do empreendedorismo, começaram com pouco investimento em pequenas garagens ou quartos, mas tendo em comum o uso da tecnologia.

Um negócio disruptivo depende da inovação

Nesse sentido, outra característica positiva desses negócios são suas apostas em inovação, que acontecem em um ritmo muito mais acelerado do que em uma empresa global.

Uma pesquisa realizada em 2016 pelo E-Commerce Brasil em parceria com o Sebrae, apontou que 24% dos lojistas entrevistados já usam marketplaces como canal de compra e venda. O mesmo estudo revelou que outros 38% pretendem fazer parte de uma comunidade virtual de compra e venda a partir desse ano e de 2018.

Além do crescimento da presença no e-commerce, hoje, com um smartphone na mão, as small e medium são capazes de estruturar processos de compra e, ainda, de fazer parte de uma cadeia de abastecimento digna dos colossais.

Com a diminuição das barreiras de entrada nas áreas antes restritas às indústrias, as pequenas empresas abraçaram a tecnologia e reconhecem sua importância para a logística e a cadeia de suprimentos, se adaptando com agilidade às condições de mercado e às expectativas crescentes dos clientes.

Por isso, pequenas empresas estão escolhendo seus fornecedores por área, enquanto os fornecedores, por sua vez, vêm ampliando exponencialmente a sua rede de relacionamentos ao fazer parte de um marketplace.