Se você pensava que depois da escola nunca mais voltaria a estudar, ledo engano. Em tempos onde tudo muda em um piscar de olhos, apenas uma coisa se mantém imutável: a importância do conhecimento.

Em sua palestra no ME B2B Summit, Guilherme Soarez, CEO da HSM, abordou a necessidade da aprendizagem nas organizações e líderes do futuro.

 

Mundo VUCA

VUCA é um acrônimo que nasceu no final dos anos 90, na época pós-Guerra Fria, para explicar diversas situações adversas no universo militar.

Hoje, comumente utilizado nos negócios, o termo tem como objetivo elucidar o momento que estamos passando, marcado pela velocidade, imprevisibilidade, transformação e diferentes pontos de vistas sobre um mesmo fato.

O mundo VUCA é líquido e incerto e só o conhecimento é capaz de permitir que as organizações acompanhem tantas mudanças.

 

Blockbuster, um case de insucesso do mundo VUCA

A Blockbuster, que um dia já foi a maior rede de locadora de filmes da Terra, foi do apogeu à queda na mesma velocidade do mundo VUCA.

Sufocada pela consolidação da internet e pela inovação de sua rival, Netflix, a empresa declarou falência e fechou todas as portas de suas mais de 80 mil unidades. Ela é a prova viva de que no cenário onde tudo muda, permanecer igual é como correr na esteira: fazer esforço sem sair do lugar.

 

Organizações antifrágeis: manuseie com descuido

Para não passar pelo mesmo sofrimento da Blockbuster, empresas do futuro precisam ser antifrágeis. Ou seja, o oposto de frágil, aquelas que só melhoram com os choques, caos, desordem e estresse.

O termo que surgiu no livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos” de Nassim Taleb, é um neologismo que obriga empresas a serem muito mais que resilientes. Afinal, o resiliente mantém sua forma, enquanto o antifrágil fica cada vez melhor.

Para alcançar este nível, existe apenas um caminho: promover a cultura da aprendizagem e da experimentação.

 

Uma nova métrica: ROL (return of learning)

Salim Ismail, que já mencionamos no post sobre Pensamento Exponencial, garante que no futuro a métrica mais importante não será o ROI (return of investment), mas o ROL (return of learning).

Empresas e colaboradores não poderão mais ficar na zona de conforto e deverão, constantemente, correr atrás de novos aprendizados.

E neste cenário é proibido manter o conhecimento apenas para benefício próprio. Ele deve ser compartilhado, a fim de manter todos os membros da equipe sempre na mesma página.

 

Conhecimento é poder

A critério de sobrevivência, todos os tipos de conhecimento serão importantes, válidos e com um propósito:

Lifelong learning:

A aprendizagem que começa na infância e perdura por toda a vida. Por exemplo, o desenvolvimento dos soft skills, como criatividade, curiosidade, empatia, facilidade para resolução de problemas etc.

Microlearning:

Treinamentos rápidos, curtos e online, que, geralmente, são absorvidos e colocados em prática com velocidade.

Aprendizagem em Rede:

Aprendizagem que resulta da reunião de um grupo de pessoas, onde todas têm o mesmo propósito: compartilhar conhecimento.

Aprendizagem Líquida (24×7):

A aprendizagem dos tempos modernos, na qual aprende-se 24 horas por dia, 7 dias por semana. É o conhecimento efêmero para ser colocado em prática e jogado fora (em caso de não ser mais necessário). Exemplo: fórmulas e equações matemáticas que aprendemos na escola.

 

Mindset fixo x mindset de crescimento

Totalmente em desuso e fora de moda, o mindset fixo dá lugar ao mindset de crescimento, aquele que abraça desafios, enfrenta problemas com entusiasmo, busca aprendizado para superar limitações e crê no desenvolvimento das habilidades e inteligência.

Portanto, se você quer ser um case de sucesso do mundo VUCA, existe apenas uma alternativa: aprender e inovar para sobreviver.

 

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